Porto Património Mundial 

Toda a área do Porto Património Mundial é constituído pelas seguintes Freguesias.

 

Ver fotos da Freguesia da Sé

Ver fotos da Freguesia de  Miragaia

Ver fotos da Freguesia de S. Nicolau

Ver fotos da Freguesia da Vitória

 

 

A 5 de Dezembro de 1996 em reunião da UNESCO, realizada na Cidade do México, o Centro Histórico da Cidade do Porto, foi classificado como Património Mundial, abrindo á Cidade Invicta novas perspectivas, integrando-a na rota dos grandes valores da Humanidade. 

O processo de candidatura demorou quatro anos, mas foi levado a bom termo após difíceis lutas para fazer prevalecer os argumentos da sua mais que justa pretensão.

No final, o Comité da UNESCO entendeu bem essa razões, ao justificar a inclusão do Centro Histórico do Porto  no Património Mundial com estas judiciosas palavras:

 

«Tanto como cidade como realização humana, o Centro Histórico do Porto constitui uma obra-prima do génio criativo do homem. Interesses militares, comerciais, agrícolas e demográficos convergiram neste local para abrigar uma população capaz de edificar a cidade. O resultado é uma obra de arte altamente estética e única no seu género. Trata-se de um trabalho colectivo, que não resulta de uma obra de um só período, mas de contribuições sucessivas. » 

 

O Porto Património Mundial, estende-se por Quatro  freguesias da Cidade. São elas as freguesias da Sé, de Miragaia, de S. Nicolau e da Vitória.

Apresentaremos as fotos respectivas de cada freguesia em álbuns separados , cujas fotos contém o mais possível o nome da freguesia e o local que referem.

 

 

 

Num folheto de apoio ao turismo da C.M.P., pode ler-se: A classificação do Centro Histórico do Porto como Património Mundial significou o reconhecimento do carácter monumental de uma vasta área da Cidade da qual o Bairro da Sé é o núcleo central. Trata-se de um Património cuja monumentalidade é assinalada pela relação da natureza e artificialidade e pela capacidade do Homem em conseguir condições de habitabilidade num território fortemente condicionado pela morfologia do terreno.

O Morro da Sé terá emergido como pólo altamente estratégico de um importante contacto cruciforme, entre o eixo fluvial do Douro e o itinerário principal lançado entre Lisboa e Braga, então denominada Bracarum Oppidum Augusta.

Vestígios arqueológicos que vão desde a idade do ferro ao período medieval estão patentes no edifício da Rua de D. Hugo (casa medieval). O desenho urbano mantém a estrutura medieval, testemunhada pela existência de vários edifícios daquele período.  É no entanto a arquitectura barroca e maneirista a que impõe a imagem mais visível e característica da monumentalidade do bairro da Sé.

A Catedral, o Paço Episcopal e a Igreja dos Grilos (Colégio de S. Lourenço) - ver "Templos do Porto" neste site -  são os monumentos emergentes que , a grande distância, caracterizam e referenciam o Bairro da Sé. Todo o Bairro forma um conjunto que se revela ao percorrer ruas, praças e escadarias..., situando-se aqui, um dos mais apetecidos tesouros da Cidade.

 

A ideia de construir uma muralha de protecção da Cidade do Porto surgiu por volta de 1336, reinava D. Afonso IV e fez-se sentir por uma tentativa de invasão por parte do Rei Castelhano D. Afonso XI, esta muralha veio substituir a Cerca Velha já há muito rompida pelo alargamento da cidade. Morreu D. Afonso IV em 1357 sem ver a muralha construída e o seu sucessor D. Pedro I preocupado com outras questões de justiça esqueceu a obra iniciada,  sendo D. Fernando que se empenharia no prosseguimento das obras que só terminaram em 1376, 40 anos depois de iniciada. Daí o nome de Muralha Fernandina.

 

A maioria dos edifícios destinados a habitação e que constituem os aglomerados dos diferentes Bairros da Zona Histórica são na sua maioria dos Séculos XVIII e XIX. É no entanto possível, encontrar vestígios e algumas fotos deste site o demonstram, de estruturas que remontam a tempos medievais. A maior parte destes edifícios utilizam como materiais básicos de construção o granito como suporte estruturante e os soalhos e telhados em madeira cobertos por telhas.

O Porto, tem épocas marcantes : A idade Média marcou a forma urbana do Porto.

A muralha Fernandina determinou  o crescimento e a estrutura da Cidade desde o séc. XIV até aos nossos dias .

Grandes artérias da cidade não resultaram mais do que o prolongamento de velhos caminhos que partiam das portas da muralha e se dirigiam a Matosinhos, Vila do Conde, Santo Tirso,  Braga e Penafiel.

O Porto, tem como facto histórico ser uma Cidade de Burgueses e Mercadores e daí na Idade Média não aceitar que os Nobres pudessem pernoitar mais do que três noites, nem os deixavam construir casa, ou locais onde pudessem permanecer.

Restaurada a Independência  face a Espanha, com o ouro que chega do Brasil e o aumento da exportação do Vinho do Porto para Inglaterra ( como faço alusão no capitulo deste site  " O Vinho do Porto ") dá-se a explosão da arquitectura barroca, tendo em  Nicolau Nasoni o seu máximo expoente.

Na segunda metade do séc. XVIII é muito importante a intervenção Pombalina. Com o derrube de parte das Muralhas Fernandinas, o Porto expande-se como nunca. Ruas novas são abertas , a industria acompanha o progresso e a chamada revolução industrial chega ao Porto ao contrario do que infelizmente acontece no resto do Pais.

O Porto cresce, e de cidade comercial passa também a cidade operária.

O Porto cresce tanto, que acaba por unir numa só cidade, os aglomerados concelhios desde Campanhã até a Foz.